domingo, 15 de abril de 2012
Parecia que o meu coração - se é que ele ainda existe aqui - ia explodir em milhões de pedaços. Cada frase que eu lia me ardia a alma e me cortava a carne. Era um meio-masoquismo mascarado de " é só pra poupar meu trabalho de stalkear ". Meio-masoquismo velado. A diferença era que não tinha prazer. Só dor. E sangrava todo dia, toda hora, todo minuto. TODO.
quarta-feira, 11 de abril de 2012
segunda-feira, 9 de abril de 2012
Contradição
" (...) Você é linda, uma menina doce à bessa
Que tem sentimento
Coração
Que enxerga coisas que pouca gente vê
Você sente, você vive seus sentimentos
Você não tem medo de se jogar (...) "
Pra quê ter tudo isso, pra quê ser assim se no final vão puxar o seu tapete e te apunhalar pelas costas. Ou melhor, pela frente mesmo. Como se nada soubesse. Dissimulando. Fingindo. Pra quê ser oceano em fúria? Pra quê transbordar e não ter medo? Pra quê?
O que eu aprendi recentemente com as pessoas? Que elas não vão medir esforços pra te foder.
Que tem sentimento
Coração
Que enxerga coisas que pouca gente vê
Você sente, você vive seus sentimentos
Você não tem medo de se jogar (...) "
Pra quê ter tudo isso, pra quê ser assim se no final vão puxar o seu tapete e te apunhalar pelas costas. Ou melhor, pela frente mesmo. Como se nada soubesse. Dissimulando. Fingindo. Pra quê ser oceano em fúria? Pra quê transbordar e não ter medo? Pra quê?
O que eu aprendi recentemente com as pessoas? Que elas não vão medir esforços pra te foder.
domingo, 8 de abril de 2012
Ela estava lá. Eu não conseguia enxergar mas era muito fácil ouvir seus passos e sentir seu cheiro. Até a gargalhada escrachada se tornava presente ao pé do meu ouvido quando eu ousava pensar em avançar. Eu podia até tentar ser o melhor, te dar o melhor do melhor de mim, rir das coisas idiotas e falar coisas bregas. Não pensaria sequer meia vez antes de me atirar. Mas ela estava lá. Seria capaz de abrir mão das boêmias noturnas, do bom e velho álcool e de várias outras coisas. Mas não, nada disso seria possível, porque ela estava lá. Seria como pegar o meu cavalo raquítico e entrar no campo de batalha sabendo que ia perder. Eu ia perder porque ela já estava lá, e na verdade, eu já tinha perdido. Ainda assim, eu lutaria. Ela poderia estar lá ou em qualquer outro canto dessa porra de mundo, mas eu estaria lá também. Derrotada mas ainda estaria lá. Porque a vida é mesmo assim, o pulo deve ser realizado e as consequências só ela vai conseguir dizer. Eu vou estar lá e em qualquer outra vida eu também estaria. Por você, por mim. Eu estaria lá até se lá você não estivesse. Até se você fosse embora. Até se à ela pertencesse você e a vitória. Não tenho medo. Eu pulo. E depois? Ah, depois é depois...
terça-feira, 22 de março de 2011
Pressa. Pré-disposição a sofrer um acidente. Loucura. Vontade. História criada unicamente a partir de uma cabeça ôca e de um coração partido. Lembranças. Medo e coragem coexistindo, travando sangrentas lutas que nunca terminam, que não tem um vencedor.Velocidade. Voracidade. Querer bem. Querer para si. Querer. Demonstrar. Recuar. Chutar a porta do armário e voltar correndo para ele. É quando o orgão que pensa passa a ser o coração e não o cérebro. Errar tentando acertar. Acertar raramente. Desistência. Eu quero. Eu posso. Eu sou. Eu quero ser Fênix. Eu posso enlouquecer? Eu sou... O que eu sou?
quarta-feira, 5 de janeiro de 2011
auto
Ela sabia que estava se jogando de cabeça no precipício, sabia que tinha volta, mas sabia que depois de cair teria que juntar todos os cacos outra vez, se recompor e escalar a imensa montanha até chegar ao topo ou até se ver obrigada a pular de novo.
Ela não tinha medo da queda livre, dos arranhões e cicatrizes, não tinha medo dessa entrega, dessa intensidade.
Antes intensa do que superficial. Antes toda ralada e fodida do que aprisionada dentro de si mesma, com medo de deixar a fera escapar.
E se jogou mais uma vez, e outra, e outra, e parecia nunca aprender. Aprendeu apenas como cair de um jeito mais cômodo e menos dolorido.
Parecia questão de prática, quanto mais experiência melhor. Ou não. Ou, sei lá, quem saberia dizer se não ela?
Tentou mudar, sério, mas foram tentativas frustradas, cada uma pior do que a outra. Tentou ser fria, superficial, amarga, bruta e a única coisa que conseguia era erguer um muro em volta de si, vestir uma armadura e ficar em posição de ataque.
Ataque este que logo seria desarmado e tudo voltaria ao começo como um ciclo.
E ela sabia, sabia mesmo, que estava - sem dó nem piedade - se jogando de cabeça no precipício.
Ela não tinha medo da queda livre, dos arranhões e cicatrizes, não tinha medo dessa entrega, dessa intensidade.
Antes intensa do que superficial. Antes toda ralada e fodida do que aprisionada dentro de si mesma, com medo de deixar a fera escapar.
E se jogou mais uma vez, e outra, e outra, e parecia nunca aprender. Aprendeu apenas como cair de um jeito mais cômodo e menos dolorido.
Parecia questão de prática, quanto mais experiência melhor. Ou não. Ou, sei lá, quem saberia dizer se não ela?
Tentou mudar, sério, mas foram tentativas frustradas, cada uma pior do que a outra. Tentou ser fria, superficial, amarga, bruta e a única coisa que conseguia era erguer um muro em volta de si, vestir uma armadura e ficar em posição de ataque.
Ataque este que logo seria desarmado e tudo voltaria ao começo como um ciclo.
E ela sabia, sabia mesmo, que estava - sem dó nem piedade - se jogando de cabeça no precipício.
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