quinta-feira, 29 de abril de 2010

Errar, errar e errar de novo!

Errada na forma de procurar, errada por procurar...
Errada por não saber de onde começar, errada por não entender...
Errada por não saber o que é, muito menos o porque de ser...
Errada por não saber ao certo o conceito de erro e continuar errando...
Me traga o certo, novos olhos e esperança, me traga tudo que há de bom em ti, me mostre que tudo pode ser diferente, seja a peça que se encaixa e que falta em mim. Abra meus olhos, me dê um abraço apertado e diga baixinho no meu ouvido que tudo vai ficar bem. Seja o certo, o meu certo e a certeza!
Não quero mais errar de novo.

Partir

Antes de partir, olhou pela última vez aqueles olhos cor de mel tão expressivos e aquele sorriso bobo de canto, que agora lhe parecia entristecido.
Deu as costas e não parou de andar até que alcançasse o seu velho e sujo carro e fosse embora. Apesar de sentir o calor no corpo como se os olhos dele tivessem devorando-a, não se dispôs a olha pra trás, nem um segundo sequer.
Ele não era mais o mesmo, ela não era mais a mesma.
Ele chorou, ela partiu!
Mas uma vez havia dado as costas, e essa não seria a última vez...

terça-feira, 27 de abril de 2010

Desde cedo aprendeu que pessoas eram só pessoas e que não lhe cabia esperar nada delas, ou pelo menos, tentou. Não era de sua natureza ser assim.
Teimou, esperou e viu. De certo, se decepcionou. E porque não?! " São só pessoas, minha filha. "
Insistente, não deixava escapar nem um olhar de canto de olho muito menos um meio-sorriso, por mais que desejasse demonstrar algo. Não, não viveria de novo o mesmo conto de farsas. Não cairia na tentação de corresponder. De tanto tentar se esconder atrás de uma armadura que não a pertencia, tornou-se dura, fria e superficial. Amor?! Este pra ela de nada valia ou servia, só lhe trazia dor e de dor não queria viver.
Libertou-se de todo e qualquer tipo de sentimento que remetesse a afeto. Esqueceu daquilo que chamava de coração. Amor, calor e intensidade não era mais palavras de ordem.
Ficou com o desapego. Este nunca, NUNCA a magoaria.
Aprendeu a viver só, isso bastava.

sexta-feira, 23 de abril de 2010

Já se entregou hoje?!

Já retribuiu o sorriso a um desconhecido qualquer? Se apaixonou pelo cara que viu na padaria? Ou preferiu negligenciar a vontade do corpo e do cérebro de agir?
Um dia resolveu mudar, resolveu ser, resolveu se entregar.
Não como se entrega o troco, e sim como uma encomenda, CUIDADO, FRÁGIL! Se entregou como quem diz " Olha, meu coração agora é seu. Por favor, cuide bem dele..."
Se cuidaram? Não se sabe. Ela apenas resolveu juntar os cacos e continuar se entregando, sorrindo pras pessoas e se apaixonando por elas. Coração e vida abertos, e nada mais!

terça-feira, 20 de abril de 2010

Chave-Fechadura

Teve vontade de trancar-se de uma vez por todas e jogar todas as chaves e as cópias delas fora, deixando o cadeado fechado. Queria que pessoas dispostas a abrir sumissem, assim como as pessoas as quais gostaria de dar um chave.
Não tinha mais certeza se essas pessoas existiam, ou se só eram aquelas contadas nos dedos.
Trancar, vedar as portas a ponto de nem poder ouvir o lado de fora, e congelar, solidificar o que ousava e insistia em bater por dentro. E por fim, deixá-las ali, com o cadeado enferrujando e a maçaneta enrijecendo. Quem sabe algum dia não aparece alguém que não queira apenas abrir, olhar o que tem lá dentro e fechar, e sim alguém com calor suficiente pra fazer derreter, fazer reviver.

sábado, 17 de abril de 2010

Vou procurar as cores certas do mundo, já que depois de você, tudo ficou preto e branco.
É hora de mudar e buscar novos caminhos, e que estes nunca mais se cruzem com os seus...

sexta-feira, 16 de abril de 2010

Mal esperou que as portas lhe fossem abertas e já atropelava as palavras e também quem atrás da porta estava. Passava as mãos nos cabelos, parecia desesperada.
- Doutor, não aguento mais essa vida. Onde estão os valores? Ah, devem estar perdidos ou escondidos por aí, em algum canto dessa cidade que não para nunca. Cadê o tempo? As pessoas? Os sentimentos? Valorização do que se é? Não neste mundo , Doutor? Se é, não para mim. Já cansei de tentar abrir os olhos, mas essa realidade não é o que eu quero ver. Você poderia me ajudar? Ostento ser feliz, fazer alguém feliz, mas parece que o que procuram hoje não é o que tenho. E isso tudo de nada serve ou importa. Quem são as pessoas? Será que o erro está em mim? Eu tenho que mudar, Doutor?
Olhou para ele pela primeira vez desde que tinha entrado, passou mais uma vez as mãos pelos cabelos, respirou fundo, bateu a porta e se foi...

segunda-feira, 12 de abril de 2010

Espero

Tenho esperado por notícias, cartas, ou algo que me faça crer.
Espero por sorrisos e abraços apertados, por olhos brilhando e por bochechas vermelhas.
Espero por frases ao pé do ouvido e por recadinhos no canto da página do fichário, por surpresas e por telefonemas inesperados.
Espero por mensagens de texto de manhã, pela campainha tocando e pelo cachorro latindo porque você veio.
Espero ser quem você procura até hoje e não encontrou.
Espero que você abra os olhos.
Espero... Espero... E somente espero.

domingo, 11 de abril de 2010

Queria eu ter nascido com o dom de compreender as pessoas, de saber lê-las. Não como uma forma de mágica ou misticismo, e sim como se lê um livro. Olhar nos olhos e interpretar. Entender o que pensam. Tomar, literalmente, os olhos como janelas da alma.
Um livro com 500 páginas, de fácil entendimento, simples e claro, ou um livro com poucas páginas e de estudo complexo e cansativo, o que você prefere?!

terça-feira, 6 de abril de 2010

dream

Já estive lá em cima. Já dancei, ensaiei e marquei palco. Já fiquei na cuchia apenas admirando a explosão corporal e sentimental. Já tive joelhos fortes, músculos plenamente preparados para aquilo. Já tive música nas veias e arte no corpo. Já senti fraqueza, dor, incapacidade. Também já senti felicidade, paz de espírito e orgulho.
O sucesso lá em cima não é só o que se vê na hora da apresentação, muito pelo contrário, é tudo construído através do tempo, da dedicação, da garra. E subir lá é se mostrar, se expor, demonstrar através do corpo o que sente.
Hoje já não tenho mais pernas pra isso, nem força, muito menos jeito, mas a música ainda toca dentro de mim. Hoje apenas observo de longe quem agora vive o que eu vivi.