Era um dia típico daqueles em que o Sol não quer se pôr, o tempo não quer passar e você não quer aparecer de surpresa e arrancar de mim um sorriso cansado de quem trabalhou o dia todo...
Então, joguei o blazer pro lado, passei as mãos pelos cabelos, respirei fundo e voltei a trabalhar.
Mas era muito óbvio que a minha cabeça não estava lá... Ela estava do outro lado da cidade, estava no meu celular que não tocava nunca, e se tocava não era você, estava nos sorrisos dos jovens que caminham despreocupados pelas ruas, estava na música que tocou quando eu te vi pela primeira vez, estava em você. Ah você, você e as três palavras que eu queria tanto dizer, você e essa agonia, esse vazio que eu sinto aqui dentro.
Por que você não vem, heim? Por que não aceita logo a condição de dividir comigo o resto da vida? Por que?
segunda-feira, 13 de setembro de 2010
segunda-feira, 28 de junho de 2010
Procura-se
Sempre quis saber onde você se se escondia, aonde esteve por todo esse tempo.
Mapa? Direção? Não pra mim.
Procurei por ruas, lugares, nas pessoas ao redor e nada.
Procurei por olhos, por sorrisos, por frio na barriga.
Porque se manteve inerte e estagnado? Porque teve medo de retribuir o sorriso?
Porque evitou o abraço? Porque?
Hoje, já encontrei o caminho, já sei onde te encontrar.
E o problema agora é outro.
É ter paciência, calma e tato, para que não fujas de mim de novo.
Mapa? Direção? Não pra mim.
Procurei por ruas, lugares, nas pessoas ao redor e nada.
Procurei por olhos, por sorrisos, por frio na barriga.
Porque se manteve inerte e estagnado? Porque teve medo de retribuir o sorriso?
Porque evitou o abraço? Porque?
Hoje, já encontrei o caminho, já sei onde te encontrar.
E o problema agora é outro.
É ter paciência, calma e tato, para que não fujas de mim de novo.
sexta-feira, 11 de junho de 2010
Certas coisas a gente nunca vai conseguir, tentar ou ousar esquecer.
Sentia-se vazia, como se tudo que tinha por dentro tivesse sido arrancado a força, na marra, sem pedir lincença ou desculpas por fazer sagrar.
Sangrou magoa, desilusão, sangrou até ter coragem de levantar e colar todos os minúsculos pedaços do músculo involuntário. Coração? Pra quê?
Entretanto, não quis se fechar no próprio mundo, fugir da verdade... E depois de tanto chorar, encarou o mundo, apanhou, sangrou e, por fim, aprendeu!
Sentia-se vazia, como se tudo que tinha por dentro tivesse sido arrancado a força, na marra, sem pedir lincença ou desculpas por fazer sagrar.
Sangrou magoa, desilusão, sangrou até ter coragem de levantar e colar todos os minúsculos pedaços do músculo involuntário. Coração? Pra quê?
Entretanto, não quis se fechar no próprio mundo, fugir da verdade... E depois de tanto chorar, encarou o mundo, apanhou, sangrou e, por fim, aprendeu!
sexta-feira, 21 de maio de 2010
realize
Ela sempre esteve ali, tomando a sua xícara de café, lendo e relendo noticias no jornal e apreciando os bons ares da cidade. Ela sempre quis falar, sempre quis sentir, sempre quis olhar nos olhos.
E continuava ali, apenas observando. Esperava que algum dia tudo aquilo fosse mudar. Não queria mais apenas tomar a sua xícara de café amargo e ler o seu jornal. Queria compartilhar... Não só o café, mas a vida toda.
E continuava ali, apenas observando. Esperava que algum dia tudo aquilo fosse mudar. Não queria mais apenas tomar a sua xícara de café amargo e ler o seu jornal. Queria compartilhar... Não só o café, mas a vida toda.
segunda-feira, 10 de maio de 2010
Inverso
Começou o dia pelo lado errado, começou pela noite, pela escuridão da madrugada.
Via sombras pelo caminho, e pelas ruas desertas se desesperava.
Não era um sonho, mas também não era o real.
Logo a tarde chegou e trouxe com ela um pouco de paz. Ela então se permitiu sorrir, mesmo que para o nada, para ninguém.
E as horas continuavam retrocedendo, e a menina perdendo todo o seu encanto com as coisas da vida. Manhã se fez, e dormir para quê?!
Procurou o relógio e constatou, é hora de acordar.
Via sombras pelo caminho, e pelas ruas desertas se desesperava.
Não era um sonho, mas também não era o real.
Logo a tarde chegou e trouxe com ela um pouco de paz. Ela então se permitiu sorrir, mesmo que para o nada, para ninguém.
E as horas continuavam retrocedendo, e a menina perdendo todo o seu encanto com as coisas da vida. Manhã se fez, e dormir para quê?!
Procurou o relógio e constatou, é hora de acordar.
domingo, 9 de maio de 2010
Cansada de tanto esperar, abriu a porta e se entregou para o mundo. Era o que costumava fazer quando não encontrava as respostas. O mundo não a esperava de braços abertos, pelo contrário, se negava, negligenciava a sua presença.
Era o seu mundo, era farsa, era fantasia, era pesadelo.
Inventado para servir de consolo, mas nem para isso lhe servia.
E tentou correr, mas não teve forças.
Tentou chorar, mas as lágrimas pareciam não existir.
Tentou fugir, mas não tinha saída.
Era o seu mundo, era farsa, era fantasia, era pesadelo.
Inventado para servir de consolo, mas nem para isso lhe servia.
E tentou correr, mas não teve forças.
Tentou chorar, mas as lágrimas pareciam não existir.
Tentou fugir, mas não tinha saída.
quinta-feira, 6 de maio de 2010
terça-feira, 4 de maio de 2010
Pra Ela
Se fosses um livro, te leria com a calma de um monge e com a destreza de um jovem garoto, te leria página por página, ora com muita pressa ora demasiadamente calma.
Buscaria interpretar cada ínfimo pedaço seu.
E, talvez, não quisesse ler até o final.
Talvez quisesse realmente conhecer-te, não apenas lendo e relendo suas doces páginas, mas imaginando, indagando o que estaria por vir.
Talvez quisera ter-te como meu livro preferido, aquele que estaria sempre por perto quando eu quisesse e precisasse ler novamente.
Leria todas as vezes com o mesmo entusiasmo e com a mesma vontade.
Se fosses um livro...
14.04.10
Buscaria interpretar cada ínfimo pedaço seu.
E, talvez, não quisesse ler até o final.
Talvez quisesse realmente conhecer-te, não apenas lendo e relendo suas doces páginas, mas imaginando, indagando o que estaria por vir.
Talvez quisera ter-te como meu livro preferido, aquele que estaria sempre por perto quando eu quisesse e precisasse ler novamente.
Leria todas as vezes com o mesmo entusiasmo e com a mesma vontade.
Se fosses um livro...
14.04.10
domingo, 2 de maio de 2010
Free
Eu queria saber voar, como um pássaro no lindo céu azul.
Queria bater as asas quando conveniente fosse e quando o medo me repreendesse.
Seria livre, livre para voar por onde e para onde quisesse.
Se humana não fosse, pássaro queria ser!
Queria bater as asas quando conveniente fosse e quando o medo me repreendesse.
Seria livre, livre para voar por onde e para onde quisesse.
Se humana não fosse, pássaro queria ser!
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