segunda-feira, 13 de dezembro de 2010
segunda-feira, 4 de outubro de 2010
É...
Era claro que eu queria te ter por perto, por mais que o perto não significasse algo tão concreto assim. O mínimo já era o suficiente pra me satisfazer. Queria quebrar a barreira invisível que existia entre nós, mas queria quebrar de uma vez por todas, sem meios termos ou muros pela metade. Te ver, era esse o propósito, era esse o objetivo e o motivo maior.
E eu sabia que você estava lá, sim, eu tinha absoluta certeza.
Intacto, como eu previa.
Indestrutível, mostrando toda a sua força, emanando uma luz que vinha de dentro.
E eu? Como sempre não quis arriscar... Faltava coragem, coragem pra agir, pra tocar, pra quebrar o encanto, pra te acordar desse transe, te trazer de volta pro mundo real, pra falar verdades, todas elas, aquelas que ficavam entaladas na garganta sabe?
Ah, eu queria tanto dizer... Queria de verdade. Porque desde quando você resolveu ser assim, uma pedra em forma de gente que as coisas não funcionam bem, que as coisas vão definitivamente mal. Diziam que água mole em pedra dura tanto bate até que... cansa. Não que eu tenha desistido, eu só não tinha mais forças pra continuar. Quem sabe um dia, quando você der sinal de que alguma coisa mudou por dentro eu não tente de novo. Por enquanto, é te ver petrificado e sonhar com o amanhã.
E eu sabia que você estava lá, sim, eu tinha absoluta certeza.
Intacto, como eu previa.
Indestrutível, mostrando toda a sua força, emanando uma luz que vinha de dentro.
E eu? Como sempre não quis arriscar... Faltava coragem, coragem pra agir, pra tocar, pra quebrar o encanto, pra te acordar desse transe, te trazer de volta pro mundo real, pra falar verdades, todas elas, aquelas que ficavam entaladas na garganta sabe?
Ah, eu queria tanto dizer... Queria de verdade. Porque desde quando você resolveu ser assim, uma pedra em forma de gente que as coisas não funcionam bem, que as coisas vão definitivamente mal. Diziam que água mole em pedra dura tanto bate até que... cansa. Não que eu tenha desistido, eu só não tinha mais forças pra continuar. Quem sabe um dia, quando você der sinal de que alguma coisa mudou por dentro eu não tente de novo. Por enquanto, é te ver petrificado e sonhar com o amanhã.
segunda-feira, 13 de setembro de 2010
Era um dia típico daqueles em que o Sol não quer se pôr, o tempo não quer passar e você não quer aparecer de surpresa e arrancar de mim um sorriso cansado de quem trabalhou o dia todo...
Então, joguei o blazer pro lado, passei as mãos pelos cabelos, respirei fundo e voltei a trabalhar.
Mas era muito óbvio que a minha cabeça não estava lá... Ela estava do outro lado da cidade, estava no meu celular que não tocava nunca, e se tocava não era você, estava nos sorrisos dos jovens que caminham despreocupados pelas ruas, estava na música que tocou quando eu te vi pela primeira vez, estava em você. Ah você, você e as três palavras que eu queria tanto dizer, você e essa agonia, esse vazio que eu sinto aqui dentro.
Por que você não vem, heim? Por que não aceita logo a condição de dividir comigo o resto da vida? Por que?
Então, joguei o blazer pro lado, passei as mãos pelos cabelos, respirei fundo e voltei a trabalhar.
Mas era muito óbvio que a minha cabeça não estava lá... Ela estava do outro lado da cidade, estava no meu celular que não tocava nunca, e se tocava não era você, estava nos sorrisos dos jovens que caminham despreocupados pelas ruas, estava na música que tocou quando eu te vi pela primeira vez, estava em você. Ah você, você e as três palavras que eu queria tanto dizer, você e essa agonia, esse vazio que eu sinto aqui dentro.
Por que você não vem, heim? Por que não aceita logo a condição de dividir comigo o resto da vida? Por que?
segunda-feira, 28 de junho de 2010
Procura-se
Sempre quis saber onde você se se escondia, aonde esteve por todo esse tempo.
Mapa? Direção? Não pra mim.
Procurei por ruas, lugares, nas pessoas ao redor e nada.
Procurei por olhos, por sorrisos, por frio na barriga.
Porque se manteve inerte e estagnado? Porque teve medo de retribuir o sorriso?
Porque evitou o abraço? Porque?
Hoje, já encontrei o caminho, já sei onde te encontrar.
E o problema agora é outro.
É ter paciência, calma e tato, para que não fujas de mim de novo.
Mapa? Direção? Não pra mim.
Procurei por ruas, lugares, nas pessoas ao redor e nada.
Procurei por olhos, por sorrisos, por frio na barriga.
Porque se manteve inerte e estagnado? Porque teve medo de retribuir o sorriso?
Porque evitou o abraço? Porque?
Hoje, já encontrei o caminho, já sei onde te encontrar.
E o problema agora é outro.
É ter paciência, calma e tato, para que não fujas de mim de novo.
sexta-feira, 11 de junho de 2010
Certas coisas a gente nunca vai conseguir, tentar ou ousar esquecer.
Sentia-se vazia, como se tudo que tinha por dentro tivesse sido arrancado a força, na marra, sem pedir lincença ou desculpas por fazer sagrar.
Sangrou magoa, desilusão, sangrou até ter coragem de levantar e colar todos os minúsculos pedaços do músculo involuntário. Coração? Pra quê?
Entretanto, não quis se fechar no próprio mundo, fugir da verdade... E depois de tanto chorar, encarou o mundo, apanhou, sangrou e, por fim, aprendeu!
Sentia-se vazia, como se tudo que tinha por dentro tivesse sido arrancado a força, na marra, sem pedir lincença ou desculpas por fazer sagrar.
Sangrou magoa, desilusão, sangrou até ter coragem de levantar e colar todos os minúsculos pedaços do músculo involuntário. Coração? Pra quê?
Entretanto, não quis se fechar no próprio mundo, fugir da verdade... E depois de tanto chorar, encarou o mundo, apanhou, sangrou e, por fim, aprendeu!
sexta-feira, 21 de maio de 2010
realize
Ela sempre esteve ali, tomando a sua xícara de café, lendo e relendo noticias no jornal e apreciando os bons ares da cidade. Ela sempre quis falar, sempre quis sentir, sempre quis olhar nos olhos.
E continuava ali, apenas observando. Esperava que algum dia tudo aquilo fosse mudar. Não queria mais apenas tomar a sua xícara de café amargo e ler o seu jornal. Queria compartilhar... Não só o café, mas a vida toda.
E continuava ali, apenas observando. Esperava que algum dia tudo aquilo fosse mudar. Não queria mais apenas tomar a sua xícara de café amargo e ler o seu jornal. Queria compartilhar... Não só o café, mas a vida toda.
segunda-feira, 10 de maio de 2010
Inverso
Começou o dia pelo lado errado, começou pela noite, pela escuridão da madrugada.
Via sombras pelo caminho, e pelas ruas desertas se desesperava.
Não era um sonho, mas também não era o real.
Logo a tarde chegou e trouxe com ela um pouco de paz. Ela então se permitiu sorrir, mesmo que para o nada, para ninguém.
E as horas continuavam retrocedendo, e a menina perdendo todo o seu encanto com as coisas da vida. Manhã se fez, e dormir para quê?!
Procurou o relógio e constatou, é hora de acordar.
Via sombras pelo caminho, e pelas ruas desertas se desesperava.
Não era um sonho, mas também não era o real.
Logo a tarde chegou e trouxe com ela um pouco de paz. Ela então se permitiu sorrir, mesmo que para o nada, para ninguém.
E as horas continuavam retrocedendo, e a menina perdendo todo o seu encanto com as coisas da vida. Manhã se fez, e dormir para quê?!
Procurou o relógio e constatou, é hora de acordar.
domingo, 9 de maio de 2010
Cansada de tanto esperar, abriu a porta e se entregou para o mundo. Era o que costumava fazer quando não encontrava as respostas. O mundo não a esperava de braços abertos, pelo contrário, se negava, negligenciava a sua presença.
Era o seu mundo, era farsa, era fantasia, era pesadelo.
Inventado para servir de consolo, mas nem para isso lhe servia.
E tentou correr, mas não teve forças.
Tentou chorar, mas as lágrimas pareciam não existir.
Tentou fugir, mas não tinha saída.
Era o seu mundo, era farsa, era fantasia, era pesadelo.
Inventado para servir de consolo, mas nem para isso lhe servia.
E tentou correr, mas não teve forças.
Tentou chorar, mas as lágrimas pareciam não existir.
Tentou fugir, mas não tinha saída.
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